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30/11/2014 / kamiyaferows

2Damn! Vida longa ao pixel art.

Aloha, pessoinhas que de vez em quando se perdem por aqui. Hoje vim lhes indicar alguns jogos 2D para que os confrades que compartilham comigo o gosto por tal gênero, possam também se deliciar.
Ou deveria dizer, provavelmente já se deliciaram, desde que os jogos não são tão novos, mas não custa reforçar a qualidade deles com um dedão positivo (ou como diria o Chapelleiro, um super .Dalton).
continue-lendo

Shovel Knight
Lançado em junho deste ano (2014) para PC, WiiU e 3Ds, Shovel Knight é um jogo plataforma singleplayer feito carinhosamente para se assemelhar com os antigos jogos 8-bit, tendo até mesmo a palheta de cores equivalente a do NES. Mas as referências aos clássicos não se limitam a aparência ou músicas espetaculares também em 8-bit, mas durante o gameplay a todo momento você irá se pegar dizendo “caramba, lembra xxx jogo”.
Apesar de a princípio isso poder soar ruim ou como uma carência de identidade própria, não se engane; ele pode até se aproveitar um pouquinho de seus antepassados para ter uma garantia de qualidade, mas Shovel Knight tem sim sua própria voz . Por mais que certas coisas lhe trarão nostalgia, em momento algum você se sentirá jogando uma cópia barata de algum clássico que já conheça.

Com um ar bem leve e humor branco, você irá passear por um mapa a lá Super Mario, jogando por fases bem variadas de level design feitos com um perceptível cuidado e carinho. Nosso objetivo é alcançar a ‘Tower of Fate’, lugar onde nosso herói acabou perdendo sua parceira, Shield Knight, pois sofreram com a maldição de um amuleto. Quando Shovel Knight acordou, ele estava sozinho, em segurança, mas com torre selada e Shield Knight desaparecida. Ele desiste da vida de aventuras até que a ‘Enchantress’ sobe ao poder e o selo da torre é quebrado, fazendo então com que Shovel Knight resolva tirar sua pá da aposentadoria.

Shovel Knight tem a jogabilidade bem simples: pulo, ataque com a pá (1hit, nada de combo), investida em direção ao chão utilizando a pá (parecido com o que o tio patinhas faz em Duck Tales) e um botão para os especiais. Além disso, vale comentar que a sensação que os controles passam é muito boa. Pra quem já se aventurou no primeiro Super Mario e teve que lidar com aquela corrida que mais parecia patinada e pulo que parecia uma decolagem, comparando com os comandos redondinhos de um Mario World 2 da vida, sabe do que estou falando com “sensação boa”.
Em todas as fases, exceto as bônus, você irá encontrar mini chefes, chefes, e escondido em um baú, um novo poder de onde irá pular o NPC vendedor para negociar (mas calma, se você não tiver o dinheiro na hora é só ir atrás dele na vila depois).
O gameplay do jogo se expande exponencialmente, e o que começa com a simples mecânica de pular e bater, toma direções impressionantes com o grande número de poderes que você pode obter, fases extras e easter egss espalhados pelo jogo.
Ele trabalha de maneira bem criativa onde do começo ao fim, você estará o tempo todo descobrindo algo novo para se fazer.

TL;DR
Um jogo obrigatório aos amantes de plataforma clássicos como Mario, MegaMan, Castlevania, Duck Tales, etc.

Meu primeiro gameplay deve ter durado entre 5 e 6 horas, com 100%. Ao terminar, é um tanto triste pois a vontade de “quero mais” é grande; o jogo é realmente bom e é daqueles que você não tem vontade de parar até terminar… Mas ai sempre tem o new game+ para podermos nos divertir um pouco mais 😉

 

 


 

 

 

stfu
Lançado originalmente em abril para X-Box 360 e One, em agosto também para PC, Super Time Force Ultra é um jogo plataforma multiplayer-singleplayer de ação frenética e muito humor (atenção, se você não é fã de piadinhas este jogo pode lhe incomodar um pouco. Particularmente, eu gosto do ar tosco que o humor deste jogo traz).
“Mas wat? Multiplayer-singleplayer? Explica isso ai!” Calma que logo mais explico.
Com gráficos bem coloridos, animações muito boas e ótimas músicas a lá 8-bit, Super Time Force é um jogo no qual eu tenho inveja de não ter estado por trás de sua criação.

A história do jogo é bem simples: Tudo começa com o cientista Repeatski descobrindo a fórmula da viagem no tempo e formando a Super Time Force, um time militarizado de elite que viaja para diversos pontos da história para alterar o passado e tentar melhorar o presente….Mas “daquele” jeito.
O humor não demora para entrar em ação e você começa a passear pelo tempo pelos motivos mais plausíveis do mundo, como: Caramba! Imagine que da hora se os dinossauros ainda estivessem entre nós??? Aposto que eles seriam gente boa! Dane-se, vamos destruir aquele meteoro que os matou.

Quanto ao gameplay, ele é um shooter que como comentei, é frenético. Muito frenético.
Eu vi gente comparando este jogo com Contra, pois não há vida e você morre com um tiro, mas para ser sincero me lembrou muito mais Metal Slug.
Você pode pular, atirar para as 8 direções, carregar o tiro e voltar o tempo, além de utilizar uma grande diversidade de personagens com habilidades bem únicas.
O jogo gira em torno da mecânica de voltar o tempo, pois as fases tem um curtíssimo tempo limite, algo como 1 minuto, e você precisa termina-las antes da contagem (obviamente). É muito difícil você conseguir chegar no final da fase na primeira tentativa, não só por causa do tempo que é curto, mas pelo fato de você morrer em 1 tiro ou contato com o inimigo.
Em STFU, morte não singinifica fim de jogo, mas sim uma nova tentativa. Quando seu personagem morre, o jogo automaticamente entra no modo de rebobinar o tempo.
O sistema de voltar no tempo funciona da seguinte maneira: Sendo forçado por uma morte ou o jogador tendo dado o comando, o tempo começa a voltar como se você estivesse assistindo um replay seu jogando. Não tem alcance máximo de tempo que você pode voltar; ou seja, dede o começo da fase até o momento em que essa mecânica foi ativada, você pode escolher qualquer ponto da sua jogatina para reviver. Mas ai é que entra o interessante dessa mecânica.
Quando você escolhe um ponto para voltar, ao invés de simplesmente voltar nesse momento e apagar tudo o que acontece depois(como em Castlevania Sands of Time), um novo personagem é criado ali; ou seja: você irá jogar lado a lado com você mesmo. O jogo grava suas ações e ao criar um novo personagem, o seu antigo personagem se torna uma sombra agindo como um replay. Se você voltou no tempo por causa de uma morte, existe a possibilidade de salvar essa sombra. Tendo sucesso, você consegue se fundir com essa sombra e ganha uma vida extra, além de um tiro carregado mais forte.
E eis o multiplayer-single player. Isso não é limitado a um personagem… Se você usar 20 vezes esse poder, os 20 replays dos personagens que você usou estarão simultaneamente na tela. Coitado dos chefes.
Explicar este conceito é um tanto chato e a princípio da uns nós na cabeça, mas rapidamente você se acostuma e percebe como essa mecânica está intimamente relacionada com o level design das fases.Apesar de você poder escolher qualquer momento da sua jogatina para voltar, há um limite de 30 vezes para se fazer isso.
Além disso, o jogo tem um grande número (MESMO) de personagens, cada um com uma jogabilidade bem única, principalmente no que diz respeito aos seus tiros carregados. Na versão PC ainda há a adição de alguns personagens da Valve: a Zoey (L4D), Saxton e o Pyro(ambos de TF).
A única maneira de você perder é estourar o limite de voltas no tempo e não conseguir concluir a fase… O que pra ser sincero, é bem, BEM difícil de acontecer.
O jogo foi extremamente bem planejado. Se você é bem casual e só quer se divertir, caramba, esse jogo não é muito difícil e você vai conseguir fechar. Agora, se você é mais hardcore e quer abrir todos os personagens, conseguir achievements, etc (que na minha opinião, é o mais interessante nesse jogo), então rapaz, terá um bom desafio.
Ele foi incrivelmente bem balanceado, e quanto mais você tenta se aproximar da perfeição nas fases, mais você ve o quão delicado e bem planejado pode ser o uso da volta no tempo e a combinação de personagens, a ordem que você irá os utilizar, etc.
Enfim, o jogo é realmente sensacional e a única pena é ele ser um tanto curto.
Um comentário adicional é que a versão PC, além de alguns personagens extra, também tem fases extra chamadas “Helladeck”.
São 50 fases desafio com a limitação de quais personagens poderão ser utilizados. Estas fases tem um ar um pouco mais puzzle, e de alguma forma, me lembraram um pouco Portal… Mas é claro, um Portal bem frenético.

TL;DR
Este jogo é um shooter plataforma bem frenético com uma mecânica de volta no tempo que permite jogar com você mesmo. Eu senti como se tivessem jogado no liquidificador Metal Slug, Portal e a fórmula de um bom jogo pixel art e plataforma. O “shooter estúpido mais esperto que já vi” define bem este jogo.

Meu gameplay deve ter tido em torno de 6 horas, mas ainda estou em busca do 100%. Ele também me deixou com um gosto de “quero mais”, principalmente porque você consegue abrir muitos personagens pro final do jogo e da vontade de poder explorá-los mais. Mas não priemos cânico, sempre há o modo hardcore 😉

 

 


 

 

 

crawl
Lançado em agosto (2014) para PC, Crawl é um jogo beat’em up, dungeon, com geração expontânea de fases, competitivo com um ar um tanto dark.
Ele ainda está em desenvolvimento e a ideia é ser um super multiplayer de até 4 jogadores. Por enquanto, o jogo ainda está em early acess e só é possível o multiplayer local (tanto que eles mesmo dizem, se você está comprando pelo multiplayer online, então deve esperar). Apesar de ainda em desenvolvimento, eu posso dizer que caramba, a qualidade dele é ótima. O juiciness no gameplay desse jogo é incrível… As animações são gostosas de se ver e a ambientação é muito boa.

A história do jogo é bem genérica. Você está numa masmorra, com espíritos, e quer escapar. Mas para escapar, você precisa derrotar o chefe final, Kourok. Tenha sucesso e parabéns, agora és livre. Falhe e condene a humanidade.

O gameplay deste jogo é extremamente competitivo. Sério, nunca joguei nada tão competitivo, e olha que os Mario Party e Kart da vida destroem amizades…
Antes de mais nada, você define com quantas pessoas/bots irá jogar, sendo o mínimo de 2 jogadores e o máximo de 4. Além disso, você escolhe um deus para adorar, ou pacto (como queira); isso irá influenciar nos monstros que você pode invocar.
Há sempre um jogador humano na tela enquanto o resto é espírito.
Quem está vivo, pode andar e atacar nas 8 direções, além de ter um botão para especial (que originalmente é uma ação de desviar). Quem é espírito pode entrar em pentagramas esculpidos no chão para se tornar monstros, com os mesmos comandos do jogador humano (8 direções de movimento, ataque e especial), mas com ataques próprios de cada criatura; podem possuir armadilhas e também podem invocar slimes para para atacar o jogador.Estando vivo e derrotando seus inimigos, você consegue XP. Ao chegar no nível 10, você pode abrir o portal para ir tentar a sorte contra o boss final.
Kourok é um monstro esquisito, com mistura de polvo e outras coisas nojentas não identificadas. Ele tem 3 membros: o tentáculo direito, que solta bolhas para prender o jogador, o tentáculo esquerdo que solta bombas, e o olho, que solta um frigging laser. O legal é que cada um dos espíritos pode possuir um desses membros e lutar contra quem estiver humano.
No final de cada fase, cada nível que um jogador humano ganhar, os outros jogadores como fantasmas irão ganhar ‘vitae’. Vitae é um elemento que serve para dar upgrade em seus monstros.
Quando um espírito derrota um humano, este espírito então torna-se humano e ganha um pouco de gold.
Gold pode ser trocado por poderes, armas e upgrades.
Agora vem as considerações de por que eu disse que esse jogo é muito competitivo.
O seu objetivo é derrotar o boss. Para derrotar o boss, você deve estar humano. E há 3 espíritos furiosos te perseguindo.
Não é fácil se manter vivo e conseguir vida… Eu diria que com 3 pessoas que joguem razoavelmente bem controlando os espíritos, esse jogo se torne incrivelmente difícil, mesmo. Mas enquanto você enxerga os espíritos como o “time inimigo”, os espíritos também se enxergam como inimigos, pois quem der o golpe final é que se torna humano e consegue assim se aproximar da vitória.
Ao mesmo tempo que quem começa como humano tem vantagem pois consegue enfrentar inimigos de lv mais baixo, ele tem a desvantagem, pois como eu disse, pra ganhar vitae e dar upgrade nos monstros, OUTRO jogador humano tem que ganhar lv. Então você consegue avançar mais rápido como humano, mas depois será muito difícil competir com os outros espíritos que terão seus monstros mais fortes e retomar sua humanidade. Ao mesmo tempo, a forma mais rápida de conseguir dinheiro é justamente matando um humano… Então por mais que você sobreviva bastante, se alguém te matar, esse alguém pode ter lv mais baixo mas ele com certeza conseguirá comprar mais equipamentos do que você.

Analizando assim, da pra ver que o gamedesign desse jogo comepletou um ciclo muito bem pensado, e que torna ele competitivo de todos os lados. Todos são seus inimigos e o tempo inteiro é uma corrida. E sim, corrida é um termo muito correto pra esse jogo, pois você pode tentar a vontade upar até o infinito e além… Mas enquanto isso outras pessoas estarão tentando derrotar o Boss.
“E qual o problema? É só matar esse sujeito e depois eu mesmo tento”.
Bem… O boss tem um limite de 3 tentativas não-individuais (ou seja, todos gastam das mesmas tentativas), então se você não correr e tentar enfrentá-lo, outra pessoa o fará e essa pessoa irá desperdiçar sua preciosa oportunidade.
E assim fecha o ciclo.

Eu e o Chapelleiro testamos… Foi divertido, houveram vários “culpa do controle!” no meio, e decidimos parar antes que que começasse a sair faísca de nós. Eu realmente recomendo o jogo.

TL;DR
Este é um jogo feito pra quem gosta de ação e competição. Com a possibilidade de até 4 jogadores, prepare-se para perder algumas amizades. Não acho recomendável para quem quer jogar sozinho… Apesar de que você irá jogar algumas vezes e se divertir, sem outras pessoas você irá perder o interesse rápido.

O gameplay dele em geral dura uns 20 ou 30 minutos. Este é um jogo estilo arcade, feito de partidas rápidas, e cada gameplay abre novas armas e pactos.


 

Meowth, é isso ai.
Sei que foi um post comprido, mas para quem já estava de olho nesses jogos, imagino que eu tenha conseguido dar uma luz.
Recomendo fortemente os 3 e posso dizer que todos eles alcançaram um nível de maestria que não se via há tempos.
Meus próximos alvos são Sword & Sworcery e Rogue Legacy. Quem sabe logo mais vemos um novo review por aqui deles~
Welp, boa jogatina aos confrades e pra encerrar, deixo um .Dalton para estes jogos.dalton_selo_lks

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