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20/02/2014 / chapelleiro

A Menina Que Roubava Livros (Filme)

Hi-ho, pessoas que embelezam o mundo com vossas cartolas/cacholas. Pelo título já devem saber do que se trata o assunto. Mesmo que este chapelleiro ainda se encontre em êxtase pós este excelente filme, hei de dar aqui minha mão de cartas sobre o que acabei de ver há algumas horas atrás (tentarei a todo custo não spoilar sobre).

Filme: A Menina Que roubava Livros (The Book Thief)

A-Menina-que-Roubava-Livros-poster
Elenco: Geoffrey Rush; Emily Watson; Sophie Nélisse; Ben Schnetzer; Nico Liersch; Heike Makatsch; Gotthard Lange; Carina N. Wiese
Direção: Brian Percival
Gênero: Drama
Duração: 132 min.
Distribuidora: Fox Films

Segura essa sinopse de caixinha de dvd:
Durante a Segunda Guerra Mundial, uma jovem garota chamada Liesel Meminger sobrevive fora de Munique através dos livros que ela rouba. Ajudada por seu pai adotivo, ela aprende a ler e partilhar livros com seus vizinhos, incluindo um homem judeu que vive na clandestinidade.

Desculpem apelar para este lado genérico na sinopse, mas quero evitar ao máximo qualquer spoiler por parte de uma possível criação de sinopse minha.

– Mas então sobre o que diabos irá falar?

Sobre o porquê você deveria assistir a esse filme, claro, através da experiência que tive hoje.

– Ok. Me venda “seu peixe”.

Certo. Comecemos pelo (começo) livro. Eu não o li. Eu não sabia o que esperar do filme. Achava que seria um daqueles filmes onde a garota iria para uma biblioteca, e se apossaria de alguns livros por lá, ao mesmo tempo em que se desenrolaria um amor com algum garoto que ali trabalhava. (segura esse crepúsculo ai).
Mas ai me vem um amigo e diz: “Cara, você vai chorar”.

Pronto. Já ia começar a desenrolar mil teorias sobre amores melosos que terminam em tragédia, com aquela musica “Love Story” (Romeu e Julieta) tocando ao fundo, quando ele continua:

“Se passa na segunda guerra mundial”.

Certo… Obrigado por direcionar meu fosfato para outras teorias e “pijamas listrados”.
Bem, depois de me situar mais ou menos sobre o filme, fui lá ver o que se desenrolaria na telona.  O que vou descrever a seguir é a forma como captei o filme que me aconteceu nesta tarde.

O começo será narrado por alguém que domina as palavras tão bem quanto o mais inspirado poeta que se declara para a lua em seu brilho pleno. Confesso que a todo o momento que o narrador entrava meu coração gelava, como quem era domado por cada sentimento que suas palavras carregavam. Era magnífico e único. Confesso que fiquei triste por desejar bem mais de sua presença para o deleito dos meus olhos e ouvidos.

Mas tais palavras não se fazem sozinhas quando se trata de emocionar, pois a trilha sonora do filme vem em peso, arrematando o coração ali atento, que vai se entregando até mesmo nas horas mais tranquilas. Sim, os olhos marejando em cenas até tranquilas, pois estas se casavam perfeitamente com a musica, e também com a ação. Ah, sim, um adendo aqui para/sobre a tal”ação”:
Vai acontecer alguns bons enquadramentos (a maioria de pouquíssimos segundo), sem diálogos, onde a cena e musica falam por si só. Sei que é difícil e até estranho pedir isso, mas tentem se colocar na pele do personagem. No tato, quando se toca um livro, roça um cabelo, ou toca-se o chão. No ambiente, como o frio que se faz amigo íntimo, o medo de ficar em um determinado local, o cheiro de mofo de um porão. E no pensamento, do carinho que uma mãe depositou em seu (a) filho (a), ou ver alguém conhecido sendo espancado por guardas, ou mesmo no momento onde a esperança brinca de esconder e só depois dá as caras.

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Uma coisa que achei interessante: a imprevisibilidade se fará amiga, principalmente quando suas teorias estiverem concluídas em mente. Foi o que consegui reparar nas reações das pessoas durante o filme.

Sou meio neurótico em reparar também algumas trocas de cenas. Posso dizer que o filme possui ótimas trocas, o que já deve ser um dedão positivo para quem também faz isso. (outro filme que possui umas trocas de cenas fodasticas é o Sem Limites/Limitless – Neil Burger. Com roteiro de Leslie Dixon, baseado no romance The Dark Fields)

Well, sei que gosto é gosto, mas duvido que será dinheiro jogado fora assistir a esse filme/obra de arte, assim como muitos outros que estão perambulando por ai, no desconhecido da cartola. Recomendo fortemente que assistam a ele no cinema, pois a imersão costuma ser maior com uma imagem naquela dimensão. Só peço, por favor, coma um dogão, ou aquele sorvetinho hidrogenado e gostoso antes de entrar no cinema, pois se for pra comprar um fucking saco de pipoca tamanho “família que não veio”, já é sacanagem. Talvez seja um tick meu com barulho, mas duvido que durante alguma coisa prazerosa da vida você iria querer um casal bem do seu lado, conversando e mastigando 3kg de manteiga com um pouco de pipoca nela. (Segura esse desabafo da cartola) Mesmo que lá “seja” um local para consumo de tal coisa, acho que você tem tamanho suficiente para respeitar e ter bom senso quando o assunto é pensar no outro (não decepcionem a cartola que usufruem, certo?).

Brincadeiras e avisos à parte, retomo: Valeu para mim cada centavo gasto, pois creio que algo fora absorvido dai, assim como sempre fazemos de uma boa experiência proporcionada por um livro/ filme/ musica/ momento/ acontecimento/ a garota que mora logo ali -q. Espero o mesmo à vocês, cartolas que aqui deixo. Vivam e absorvam.

Bom devaneio *voltando para a cartola*

PS: Se forem ouvir o ost/soundtrack, cuidado com os nomes das musicas do filme, pois pode ser que haja algum spoiler nele (falo isso porque já fiquei sabendo todo o desfecho de um filme pelos nomes das musicas).

Deixo aqui um trailer:

E uma musica:

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