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13/05/2011 / chapelleiro

Meu Sonho, de Álvares de Azevedo

Meu Sonho (Álvares de Azevedo Lira dos 20 anos, 1852)
EU 
Cavaleiro das armas escuras,
Onde vais pelas trevas impuras
Com a espada sangüenta da mão?
Por que brilham teus olhos ardentes
E gemidos nos lábios frementes
Vertem fogo do teu coração?
-x-
Cavaleiro, quem és? o remorso?
Do corcel te debruças no dorso…
E galopas do vale através…
Oh! da estrada acordando as poeiras
Não escutas gritar as caveiras
E morder-te o fantasma nos pés?
-x-
Onde vais pelas trevas impuras,
Cavaleiro das armas escuras,
Macilento  qual morto na tumba?…
Tu escutas… Na longa montanha
Um tropel teu galope acompanha?
E um clamor de vingança retumba?
-x-
Cavaleiro, quem és? – que mistério,
Quem te força da morte no império
Pela noite assombrada a vagar?
-x-
O FANTASMA
Sou o sonho de tua esperança,
Tua febre que nunca descansa,
O delírio que te há de matar!…
”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~”~
Agradeço a Talita (futura prof de Letras), que me mostrou esse fodastico poema.
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